projeto EMBO-Y

Uma pesquisa publicada pela Cambridge University Press concluiu que há mil anos as populações que habitavam o litoral catarinense tiveram a melhor qualidade de vida das Américas. Jurerê Internacional buscou nessa forma tão sábia de pensar dos índios o mote para a Etapa Amoraeville, um produto imobiliário único, unindo a mais alta tecnologia de infra-estrutura urbanística à cultura milenar indígena.
A Habitasul estava lançando uma nova etapa de urbanização de Jurerê Internacional. Na busca de uma denominação para ela, pensava em algo referente à tradição indígena Guarani. A intenção era prestar uma homenagem aos primeiros habitantes do local onde hoje se situa Jurerê Internacional. Daí nasceu o nome "Amoraeville". O prefixo "Amorae" corresponde ao desejo de uma boa vida, um novo tempo de paz, à vontade de realizar grandes sonhos.
E do aprofundamento na cultura milenar indígena, representada pelas comunidades Mbyá-Guarani de Massiambu e Imarui SC, nasceu o Projeto Embo-y, que tem o sentido do religar: ligar novamente o homem com o homem, por intermédio do que ele tem de mais relevante: seu bem-estar enquanto criador, enquanto produtor, enquanto seres agregadores, agentes sociais, econômicos e culturais de um mundo onde as desigualdades signifiquem apenas a diversidade do jeito e do modo de viver bem.
Jurerê Internacional mostrou, com o Embo-y, o seu respeito pelo patrimônio humanístico e cultural da comunidade onde atua. O projeto Embo-y, de inclusão social e preservação das
tradições indígenas locais, proporcionou aos índios Mbyá-Guarani a revigoração de sua principal atividade sócio-econômica, o artesanato. Ao desenvolver ações que permitissem a
ampliação de recursos, por meio da fonte de renda dos índios, a empresa também estava oportunizando relações mobilizadoras de contato entre eles e os demais segmentos sociais.
Os Mbyá-Guarani alcançaram a contemporaneidade através do novo percurso do olhar sobre a sua arte, moldada num novo eixo de tempo e espaço. A elaboração da obra, do colar "Embo-y", que foi entregue aos proprietários de terrenos e se tornou ícone do empreendimento, transformou-se numa via de inserção sócio-econômica para essas comunidades indígenas. Ética e estética se encontrando e realimentando-se.
O processo de criação de cada jóia foi feito com os indígenas, que tinham sua parte na receita. Eles, junto com a equipe
da Habitasul, foram os artistas, os criadores, os “designers” das peças, os artesãos, os confeccionadores.
O Projeto Embo-y proporcionou muita satisfação a Jurerê Internacional e foi reconhecido com importantes premiações como o Top Social ADVB/SP 2003 e Empresa Cidadã SC 2003.
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